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domingo, 24 de maio de 2009

Trabalhar em casa

A idéia de montar seu próprio negócio, ser seu próprio chefe e ter seu próprio horário de trabalho sempre foi muito tentadora. Mas para quem está pensando em trabalhar em casa e por conta própria, é bom estabelecer antes algumas regrinhas que o auxiliarão nessa fase de transição.


Tenha um expediente:

Mesmo estando no conforto do seu lar, não é saudável nem produtivo querer transformar seus dias em uma longa e interminável jornada de trabalho, 24 horas por dia. Este é um erro recorrente dos "homeworkers", que na ilusão de não ter um horário fixo de trabalho, acabam trabalhando o dia inteiro, sem ao menos se darem conta do que está acontecendo. Por isso é importante que se delimite um período para o trabalho em casa. Mesmo que ele tenha suas horas extras, desde que estas não se tornem uma rotina.


Tenha o seu espaço:

Trabalhar sobre a mesa de jantar não é nada aconselhável. Além de se distrair com a movimentação da casa, o trabalhador transforma o ambiente que deveria ser de descanso em um de obrigações. O ideal é que se tenha um cômodo na casa específico para a sua atuação, sem que ninguém incomode ninguém.


Organize-se:

Mantenha seu local de trabalho tão bem organizado quanto a sua antiga mesa do escritório era (ou deveria ser). Não é por estar em sua casa que poderá deixar seu "escritório" como se tivesse atravessado um furacão. Acredite, manter uma disciplina na disposição dos seus instrumentos de trabalho só evitará dor de cabeça, além de fazer com que seu trabalho seja mais produtivo.


Mantenha sua segurança:

Invista em cadeiras ergométricas, materiais de trabalho em bom estado, mantenha uma boa iluminação e muna-se de equipamentos de segurança necessários para sua função. Trabalhar com condições de segurança é essencial.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Artesanato: uma alternativa ao desemprego

Mulher rendeira (comum na região nordeste). Criada em madeira e fixada em base de vime.

Você já reparou que cada vez mais as feirinhas de artesanato ganham espaço em shoppings centers e praças públicas como da República?

O crescimento de espaços destinados à comercialização de produtos artesanais não é apenas um sinal de desemprego, mas também de incentivos de governos (leia aqui o Programa Promoart criado pelo Governo Federal para promover o trabalho de artesãos de diversas regiões do Brasil) e ongs que crêem no desenvolvimento de uma estrutura estética que valoriza a criatividade e a inovação.

A promoção do artesanato está associada à criação de emprego, negócios e renda. Favorece diretamente o artesão, e indiretamente o local que está próximo a estes centros culturais e comerciais. Como a barraquinha de lanche e refrigerante e a lanchonete da esquina.

Um exemplo, é a cidade de Embú das Artes, na grande São Paulo, conhecida internacionalmente. Artesãos de todas as partes do Brasil, expõem e comercializam seus produtos em um espaço que aos finais de semana, fica praticamente impossível de caminhar. Lá, pode-se encontrar produtos de todos os tipos de matérias-primas, dentre eles: couro, tecido, feltro, porcelana, cerâmica, pedra e madeira. Há também flores, plantas e artes plásticas.

A economia da cidade é baseada na promoção do turismo cultural, devido ao seu grande atrativo: o artesanato. Para atender os turistas, a prefeitura da cidade disponibiliza serviços de informações no Centro de Atendimento ao Turista. A cidade também investiu em sinalização turística, algo importante para a segurança e acessibilidade do turista a todos os pontos importantes do roteiro.

Visitei a cidade de Embú em Janeiro/09, e conversei com diversos artesãos. Muitos trocaram as profissões e se dedicaram ao prazer de produzir suas peças e sentir a valorização do trabalho ao ouvir o elogio de um consumidor. Algo que jamais seria alcançado dentro de um escritório. Outros, encontraram no artesanato, a saída de uma situação de desemprego. Eles buscaram informações em revistas e jornais especializados e começaram sozinhos na profissão. Há também casos em que a produção é passada de geração para geração.

A cada dia, o artesanato ganha seu espaço em segmentos como a moda, o design de interiores, decoração e vestuário. Isso porque nele há diferenciais: a exclusividade, o carinho com que é produzido, a estética diferenciada, a sutileza e criatividade que cada peça possui. A sensação de comprar um produto feito manualmente é totalmente diferente de um produto industrializado, pois caracteriza a construção de um espaço e de um modelo pessoal.

A divulgação de trabalhos e técnicas incentiva pessoas que não sabem o que fazer para sair de uma situação difícil. Abre portas para o sentimento de esperança de muitos que perderam o emprego, e vêem no artesanato uma possibilidade de dignidade. De trabalho. De ocupação.
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