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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Kit Folclore Brasileiro

Olá!

No dia 22 de Agosto, o Folclore Brasileiro é celebrado. Nos grupos escolares, nas associações de bairro, de cidades, de Estados, a data é lembrada como forma de valorização da cultura nacional, preservando as raízes populares e a identidade de nosso povo. Em tempos de grandes influências midiáticas e a constante intervenção e inserção de tradições estrangeiras, se faz necessária a preservação da tradição cultural em nosso país. Datas como esta devem ser lembradas e ensinadas às crianças como forma de incentivá-las a apreciar sua origem, não como objetivo de blindá-las contra o conhecimento de outras culturas, mas como forma de ensiná-las sobre a formação cultural da sociedade onde está inserida.

Pensando nisto,o Ateliê Fofurinhas criou um kit que pode ser utilizado em apresentações e exposições culturais, além de funcionar muito bem em teatro de fantoches / bonecos. As crianças em fase escolar absorvem o conteúdo com mais facilidade quando utiliza-se recursos visuais, permitindo dinâmicas e interações.

Partindo de uma tendência no mercado de festas, as mamães da atualidade estão investindo em festas caseiras. Tudo em um clima intimista e simples, mas cheio de alegria e amor, as festinhas dentro de casa, abrem uma nova perspectiva de temas para as comemorações: folclore brasileiro, fauna brasileira, cultura indígena, brincadeiras de rua, entre outras opções criativas. 

Considerando todos estes aspectos, o Ateliê Fofurinhas comercializa este kit sob encomenda. Conheça o produto:







Informações do produto:


Kit para decoração de festa de aniversário composto por 8 personagens: mula sem cabeça, boto cor de rosa, saci pererê, curupira, sereia iara, lobisomem, boitatá e cuca. Medem entre 20 a 25cm aproximadamente. Confeccionado em feltro, costurado à mão. 
Podem ser utilizados como brinquedos educativos para utilização de crianças ou professores. 
Faço outros personagens. Consulte!



Gostou? Clique aqui:

Comprar este produto



Dúvidas? Mande um e-mail para: ateliefofurinhasfeltro@hotmail.com. Será um prazer atende-la (o).

Um abraço, Flávia.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Artesanato e Ciência. Pesquisar é Artesanato?

Depois de ver o tema e pensar, concordo plenamente. De acordo com o que o escritor trata, publicar aqui no blog também é artesanal.
"Sobre o Artesanato Intelectual e outros ensaios" é o livro de C.Wright Mills (1916-1962), o autor foi um cientista social, foi um dos maiores dos EUA no século XX. Analisando a sociedade americana escreveu livros que se tornaram muito famosos, como em "A Imaginação Sociológica" e "Sobre o Artesanato Intelectual".
Esta coletânea recém-lançada possui os livros acima e ainda outros escritos do autor, inclusive alguns textos que são inéditos em português.
A temática de Mills é rejeitar o que separa o trabalho da vida e defender a idéia que a vida pode enriquecer o trabalho e vice versa, sendo assim todo trabalho pode se tornar artesanato.
“O conhecimento é uma escolha tanto de um modo de vida quanto de uma carreira; quer o saiba ou não, o trabalhador intelectual forma-se a si próprio à medida que trabalha para o aperfeiçoamento de seu ofício.” C. Wright Mills
Este livro é essencial para quem deseja um itinerário intelectual para transformar seu oficio em um momento artesanal, afinal, no dicionário encontramos: O Artesanato é essencialmente o próprio trabalho manual ou produção de um artesão (de artesão + ato).
Existem também outras literaturas a respeito, como: " A Pesquisa como Artesanato Intelectual", Linda Gondim e Jocob Carlos Lima:










Patrícia Rosseto

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Customização de roupas

Sabe aquela baby look que você deixa no fundo do seu guarda-roupa por achar ela básica demais, ou sem-graça demais, que acaba ficando sempre de fora das suas produções? Se você já estava pensando em desfazer-se dela, que tal tentar fazer algo criativo para dar uma nova cara a esta peça?



* Trabalho criado pela Cris do blog Cia. do Artesanato

Nessa opção, por exemplo, basta cortar quadrados de feltro branco de 5cm x 5cm com um coração vazado no meio, e costurá-los diretamente na blusinha. Fácil, rápido e com um excelente resultado. Não fica uma graça?


Além de resgatar peças mais antiguinhas, customizar significa dar um toque pessoal e exclusivo à peças de roupas novas ou usadas. É agregar valor, mesmo que esse valor seja simplesmente o de se diferenciar dos demais, vestindo uma peça artesanal, feita por você mesma, diferente daqueles produzidos em série.





Erica Palomino, editora de moda do jornal Folha de São Paulo, afirma em seu livro que "tudo indica que essa proposta nasceu com o movimento hippie na década de 60, com o advento dos processos artesanais e o desenvolvimento de técnicas de tingimentos de tecidos, trabalhos com retalhos (patchwork) contribuindo para personalização das peças.¹





¹Palomino, Erica "A Moda" - Ed. Publifolha, 2002.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Liberdade é um pedaço do Japão em São Paulo

A Feira Oriental da Liberdade foi criada com o objetivo de mostrar a cultura japonesa para o público brasileiro

Desde 1975, aos domingos, acontece a feira oriental na Praça da Liberdade. A feira foi criada para que os imigrantes japoneses pudessem expor seus talentos artesanais e mostrar a cultura japonesa à população brasileira. Ao longo do tempo o bairro da Liberdade tornou-se um ponto turístico dentro de São Paulo, podendo encontrar pessoas de vários países e de vários estados brasileiros ,com diversidades culturais , gastronômicas, artesanais e industriais.



O bairro deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais,com isso passou a ser procurado por chineses e coreanos. Além de lojas, restaurantes e bares orientais, o bairro oferece outros atrativos, tais como a Praça da Liberdade, a qual é utilizada como palco para manifestações culturais, como o Bon odori (dança folclórica japonesa), campeonatos de Sumo, festivais e eventos culturais.


Na feira da Liberdade, podemos encontrar comidas típicas da cultura japonesa, diversos tipos de produtos como: sabonetes, velas, artigos em couro, bijuterias, plantas, esculturas, quadros, artesanato, roupas, livros, jornais, CDs e DVD’s sobre a cultura japonesa.



Com o passar dos anos, a feira tornou-se um local que abriga não só orientais, mas artesãos que queira mostrar seu trabalho. Além da comida típica japonesa, também pode encontrar por lá barracas baianas, como a de acarajé e de sucos naturais, comida italiana, roupas indianas e objetos modernos, que destoam do clima oriental do bairro.
Texto de Loren Lopes

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A identidade cultural no artesanato

O artesanato obedece às leis da oferta e da procura e, por isso, as intervenções de especialistas em análise de mercado são necessárias para prever e corresponder às expectativas dos clientes. Contudo, a identidade cultural do artesanato deve ser preservada, valorizando as tradições regionais, a habilidade dos artesãos e as relações existentes nos grupos.

O artesanato resulta de saberes acumulados por gerações em diversas comunidades organizadas em territórios por todo o país. Os artesãos são herdeiros de técnicas transmitidas por gerações e profundos conhecedores dos recursos naturais existentes em suas regiões. Seus conhecimentos são transformados em objetos inspirados em seus valores e visão de mundo e, desse modo, criam e reinventam uma das formas mais singulares de representação da identidade cultural.

O artesanato brasileiro é conhecido em todo o mundo por sua criatividade. Esse rico conjunto de produtos, desenhos e tons surgiu da herança dos povos que por aqui passaram. O índio nativo já fabricava instrumentos em barro e corda; os negros trouxeram trabalhos em cerâmica cozida; os colonizadores europeus acrescentaram os bordados e rendas.

Desenvolver produtos artesanais de referência cultural significa valer-se de elementos que reportem o produto ao seu lugar de origem, seja pelo uso de elementos simbólicos que façam menção às origens de seus produtores ou de seus antepassados, seja pelos materiais utilizados. Portanto, a identidade cultural é caracterizada por costumes, ritos, mitos, cores que remetem à paisagem local, pelas imagens prediletas, pela fauna e flora, pelos tipos humanos retratados e seus costumes mais singulares, que contribuem para distinguir um determinado grupo social dos demais. O outro aspecto que caracteriza uma determinada cultura relaciona-se ao uso de matérias-primas disponíveis na região e de técnicas de produção que foram passadas de geração em geração. Esses são os atributos mais valorizados por um mercado globalizado.

Para muitos, o surgimento de novos produtos deve ser resultante de um processo espontâneo de criação dos artistas populares. Estes, diante das mudanças no ambiente em que vivem, sentem a necessidade de demonstrar suas impressões pessoais mediante renovações na modelagem da matéria, momento em que demonstram sua visão singular e compatível com o repertório estético e cultural de seu contexto social.

O argumento em defesa da não intervenção do design nesses processos de criação artesanal é o temor da possibilidade de descaracterização dos produtos originais, que pode provocar o desaparecimento de certas categorias, tipologias, padrões e outros elementos de reconhecimento e identificação cultural de uma determinada região ou grupo social.

Os que defendem a intervenção dos profissionais do design no processo de criação acreditam que esse é um modo de agilizar e dinamizar as relações comerciais entre os artesãos e o mercado, gerando incremento de trabalho e de renda para os artistas e para a região.

Fonte: Sebrae
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